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segunda-feira, 12 de julho de 2010

História das Copas - 1982 - Espanha


Espanha 1982


A Copa do Mundo de 1982 foi a 12ª edição disputada, e contou pela primeira vez com 24 (vinte e quatro) seleções, entre elas várias estreantes. 105 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Espanha. A Copa do Mundo da Espanha, em 1982, foi marcada pelo futebol ofensivo e criativo da Seleção Brasileira, comandada por Telê Santana. Mas quem ficou com o título, e eliminou os brasileiros, foi a Itália. Na primeira fase, a Itália, após três empates, se classificou no número de gols marcados. Seus jogadores, criticados pela imprensa italiana, decidiram fazer greve de silêncio e não conversaram mais com os jornalistas.

A Seleção Brasileira, chegou à Europa com um conjunto de talentos que conquistou a Espanha e encantou o mundo. O Brasil passou por cima de todos os adversários na primeira fase e se classificou como maior favorito ao título.

Na segunda fase, estreou com vitória sobre os argentinos e foi para o jogo contra os italianos precisando apenas de um empate. A vitória por 3 a 2 da Itália, com três gols de Paolo Rossi, que acabou como artilheiro do torneio com seis, eliminou os brasileiros. A Itália avançou, eliminou a sensação da Copa, a Polônia, na semifinal, por 2 a 0, e, na final, bateu a Alemanha Ocidental por 3 a 1, igualando-se ao Brasil como tricampeão mundial. O Mundial também registrou a maior goleada da história da competição. A Hungria aplicou 10 a 1 sobre El Salvador. Na primeira fase, a "zebra" ficou por conta da Argélia, que venceu a vice-campeã Alemanha Ocidental por 2 a 1. Quem estreou em uma Copa do Mundo foi Diego Maradona, mas não conseguiu levar sua seleção muito adiante.

Banner Oficial da Copa de 1982.


Outras grandes seleções marcaram presença na Espanha. A França de Michel Platini, Jean Tigana, Dominique Rocheteau e Didier Six; a Alemanha de Karl-Heinz Rummenigge, Manfred Kaltz, Pierre Littbarski e Paul Breitner.

A Argentina, campeã mundial, decepcionou. Os portenhos fizeram o jogo de abertura da copa contra a Bélgica e perderam por 1 a 0. Classificaram-se em segundo lugar no grupo após vencerem a Hungria e El Salvador. Mas na segunda fase foram derrotados pela Itália por 2 a 1 e pelo Brasil, que vingava 1978 por 3 a 1, numa demonstração de força do time de Telê.

A Alemanha sofreu uma derrota surpreendente contra a Argélia na estréia por 2 a 1. Goleou o Chile e venceu sua "irmã", a Áustria, por 1 a 0, no chamado "jogo da vergonha". Os argelinos, brilhantes, derrotaram o Chile por 3 a 2 mas não passaram à segunda fase, devido a esta vitória alemã.

A França perdeu por 3 a 1 da Inglaterra na estréia, mas mesmo com uma campanha irregular conseguiu a classificação. Empatou com a Tchecoslováquia e ganhou do Kuwait por 4 a 1.

Já o Brasil, grande favorito ao título, estreou contra a URSS. Um jogo complicadíssimo. Os soviéticos fizeram 1 a 0 numa falha de Waldir Peres. A seleção errou muito, principalmente no sistema defensivo e o juiz deixou de dar 2 penaltis claros para os soviéticos. No segundo tempo o Brasil colocou os nervos no lugar e o gênio de Sócrates explodiu no gol de empate. Aos 43 minutos, Éder Aleixo dispara no ângulo de Rinat Dasayev: Brasil 2 a 1. A equipe de Telê então venceu a Escócia, de virada de novo, por 4 a 1. Zico brilhou com um bonito gol de falta. Contra a Nova Zelândia a seleção canarinho novamente venceu por goleada, 4 a 0. Na segunda fase o Brasil enfrentaria Argentina e Itália. Primeiramente, o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, num jogo em que a imagem de Júnior sambando à beira do campo após marcar um dos gols canarinhos tornou-se emblemática.


Mascote:


Em 1982, Naranjito foi a primeira fruta como mascote em Copas do Mundo. A laranja com a camisa da seleção espanhola fez muito sucesso por ser simples. Além de estar estampada em vários produtos da Copa a laranjinha da Copa protagonizou uma série de desenhos animados na televisão espanhola. No revival dos anos 1980 Naranjito aparece com um dos símbolos dos anos 80.


A Itália jogou 3 jogos péssimos na primeira fase, empatando com Peru, Camarões e Polônia, e só se classificou por ter mais gols marcados. Na 2ª fase a mística da Azzurra incendiou a equipe, que disparou rumo ao tricampeonato. Na 2ª fase a Itália venceu a Argentina por 2 a 1, o Brasil por 3 a 2, nas semifinais a Polônia por 2 a 0, chegando à finalíssima da copa. Mas antes, um adendo sobre aquele que ficou conhecido como a "Tragédia do Sarriá".

Brasil e Itália se enfrentavam pelo segundo jogo da segunda fase. Como a Itália havia vencido a Argentina por 2 x 1, e o Brasil por 3 x 1, a seleção canarinho, super favorita ao título, tinha a vantagem do empate. Mero protocolo…o Brasil iria vencer o jogo fácil, fácil, afinal, a Itália só havia vencido um jogo na copa, enquanto o Brasil era o único com aproveitamento de 100%. Começa o jogo. Logo aos 5 minutos cruzamento da esquerda e cabeceio de Paolo Rossi, com a defesa brasileira olhando, assistindo a cabeçada do italiano, 1 x 0. O Brasil não se intimida. Zico se livra de Gentile e toca brilhantemente para Sócrates. O Doutor invade a área e chuta forte, cruzado, 1 x 1. O jogo é parelho. A Itália marca forte a saída de bola do Brasil, e força o erro da seleção. Toninho Cerezo faz um toque lateral, Falcão e Luisinho esperam um pelo outro, e ele, Paolo Rossi não espera por ninguém, dispara toma a bola e solta a bomba, 2 x 1.

O Brasil tem todo o segundo tempo para empatar e se classificar, afinal, é no segundo tempo que o time de Telê dava um show de bola nos adversários. Bola com Júnior que toca para Falcão na entrada da área, Toninho Cerezo faz a ultrpassagem iludindo a defesa italiana que o acompanha, abre-se a brecha de onde Falcão solta a bomba, 2 x 2, era a classificação do Brasil. Mas não era isso que desejavam os Deuses do Futebol. Escanteio "que não foi" marcado para a Itália. Todo o time do Brasil dentro da área, e na sobra, a bola, ingrata, acha ele, Paolo Rossi, que desvia sua trajetória e mata Waldir Perez, 3 x 2. O Brasil ainda tem uma última chance, mas Zoff faz uma defesa espetácular em uma cabeçada certeira de Oscar. Fim do drama. Itália 3 x Brasil 2. Um derrota que jamais fora esquecida.

A Alemanha passou à final após uma vitória épica contra a França de Platini. No tempo normal, 1 a 1. Na prorrogação, a França chega a fazer 3 a 1. Mas, os alemães, liderados por Rummenigge, buscaram o resultado e empataram o jogo em 7 minutos, numa das mais espetaculares reações de todos os tempos. Na primeira decisão por pênaltis da história, deu Alemanha. O lado lamentável foi a covarde agressão que o goleiro alemão, Harald Schumacher, cometeu sobre o atacante francês Patrick Battiston, que caiu no chão sem sentidos, o que fez muitos acreditarem que ele tinha morrido.

Grande Final da Copa no Estádio Santiago Bernabéu em Madrid: calássico europeu, Itália vs Alemanha Ocidental. Só que aquilo que era para ser um clássico virou um passeio à italiana. A "Azurra" passeou em campo, e embalada pelas vitórias sobre Argentina, campeã do mundo, e Brasil, favorito ao título, não tomou conhecimento da Alemanha. Final do 1º tempo e o jogo já estava decidido 3 x 0. A Alemanha ainda descontou mas já era tarde para mais uma reação do time germânico. Final Itália 3 x Alemanha 1.

Paolo Rossi o carrasco brasileiro com 3 gols no jogo, ainda marcou mais 1 na final e foi o artilheiro da Copa de 1982. A Itália sagrava-se tricampeã, igualando-se ao Brasil, que foi brilhante, mas não levou o título. Arnaldo César Coelho, hoje comentarista de arbitragem da Globo foi o árbitro da partida.

Selecão Italiana Tri Campeã do Mundo em 1982.


1º Itália

2º Alemanha Ocidental

3º Polônia

Fonte: Wikipédia e Acervo Pessoal.

sábado, 26 de junho de 2010

Histórias das Copas - 1978 - Argentina


Argentina 1978



A Copa do Mundo FIFA de 1978 foi a 11ª Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 97 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Argentina.

Foi uma copa cercada de polêmicas. Muito se deve ao clima político vivido na Argentina. O país vivia uma brutal ditadura imposta pelos militares, que viram na organização do torneio a oportunidade ideal para popularizar o regime e promover a distração nacional dos problemas políticos e econômicos. Uma autêntica política de "pão e circo".

Banner Oficial da Copa de 1978



O super craque neerlandês Johan Cruijff se recusou a jogar a Copa de 78 como forma de protesto contra o regime militar. A organização também apresentou muitas falhas. Os estádios ficaram em alguns lugares prontos na última hora, e por isso, o gramado recém-plantado, começou a se soltar sob os pés dos jogadores.

Sem dizer que a Argentina sediou quase todos os seus jogos em Buenos Aires, enquanto os principais rivais faziam um "tour" pelo país, se desgastando com longas viagens.


O mascote da copa de 1978 foi o simpático gauchito.


No grupo da Argentina, a Itália roubou a cena e venceu os 03 jogos da primeira fase. Com um gol de Betega, despachou os donos da casa, 1 x 0. Era a geração de Paolo Rossi, Conti, Schirea começando a brilhar. A Argentina venceu a Hungria e a França, ambas por 2 x 1 e ficou com a segunda vaga. O time francês, excelente, não levou sorte e acabou eliminado. Craques como Rocheteau, Platini, Tiganá e Six, brilhariam mais quatro anos depois (Marques, Armando - 2002 - "Todas as Copas do Mundo").

No grupo do Brasil outro drama pós-74. A seleção canarinho perdida em meio aos malabarismos táticos do técnico Cláudio Coutinho não se encontrava. O time era inseguro, apático e sem imaginação. Tínhamos dois jogadores da mais nobre linhagem de camisas 10, Zico e Rivelino, e nenhum brilhou. No primeiro jogo o Brasil empatou com a Suécia, 1 x 1. Neste jogo uma curiosidade. Último lance do jogo. Escanteio a favor do Brasil, bola centrada na área e gol de Zico de cabeça. Só que o juiz encerrou o jogo com a bola no ar, após a batida do corner. O Brasil ainda empatou com a Espanha em 0 x 0. E só se classificou ao vencer a Áustria no terceiro jogo, 1 x 0, gol de Roberto Dinamite. A Áustria que venceu os dois primeiros jogos ficou com a outra vaga.

Os Países Baixos, sem Johan Cruijff, não eram os mesmos e tiverem dificuldades em se classificar. Venceu o fraco Irã por 3 a 0, depois empatou com o Peru 0 a 0 e perdeu da Escócia por 3 a 2. O Peru foi a grande sensação do grupo, com seu futebol clássico e técnico, que tinha Teófilo Cubillas como seu principal artífice. Venceu, ainda na primeira fase, a Escócia por 3 a 1 e goleou o Irã por 4 a 1.

Alemanha Ocidental e Polônia dividiram as vagas de seu grupo entre si sem maiores dificuldades. Estavam na segunda fase, grupo A - Argentina, Peru, Brasil e Polônia e no grupo B - Alemanha, Itália, Países Baixos e Áustria.


Segunda Fase:

Na segunda Fase os neerlandeses embalaram. Golearam implacavelmente a Áustria, 5 x 1. Empataram com a Alemanha Ocidental em 2 x 2 e ganharam da favorita Itália 2 x 1, conseguindo uma vaga para a final.

No grupo de Brasil e Argentina o maior escândalo de todas as copas. O Brasil se recuperou da apatia da 1ª fase e venceu a forte seleção peruana por 3 x 1. A Argentina passou pela Polônia por 2 x 0. Em Rosário, Brasil e Argentina duelaram, 0 x 0. Um jogo nervoso, tenso, onde Coutinho escalou o jogador Chicão nítidamente para intimidar os argentinos com seu jogo duro e de marcação. Mas o placar de empate seria fatal para o Brasil. Na última rodada o Brasil venceu de forma brilhante a Polônia por 3 x 1. Com este resultado só restava à Argentina vencer o Peru por 4 gols de diferença! Uma vantagem imperdível, afinal, desde que Menoti se tornara técnico da Argentina a seleção alvi-celeste jamais havia vencido um jogo por mais de 3 gols. Porém o Peru, entrou em campo passeando, abriu mão do direito de jogar, e levou um vareio de 6 x 0. Frise-se que o goleiro peruano era argentino de nascimento, Quiroga, e que falhou bisonhamente em vários gols. Porém nada ainda foi provado, e cabe aos argentinos sempre o benefício da dúvida. Afinal, ninguém pode duvidar de uma seleção que contava com Passarela, Kempes, Fillol, e que ainda abriu mão de Maradona. Também não se pode negar que todos os fatos de repercussão mundial sempre são cercados de "teorias da conspiração" que nunca são provadas, como a morte de Kennedy, de Elvis Presley, a chegada do homem à lua, etc.

Ao Brasil restou vencer a Itália na decisão de 3º lugar com um golaço de Nelinho, onde a bola fez uma curva improvável e surpreendeu o super goleiro Dino Zoff.

Final:

Na grande final, Estádio Monumental super lotado. Milhões de papéis picados e bandeiras alvi-celestes. O jogo é duro. A Argentina pressiona e Kempes abre o placar. Os Países Baixos empatam num belíssimo gol de cabeça. Aos 45 do segundo tempo bola na trave portenha. Prorrogação: a Argentina atropela a laranja mecânica, e vinga a derrota de 4 x 0 sofrida em 74. Final Argentina 3 x 1 Países Baixos. Ainda que sob suspeita não dá para dizer que a Argentina não mereceu.

Cláudio Coutinho aprontou mais uma e utilizou um malabarismo linguístico já que os táticos não funcionaram: "O Brasil foi o campeão moral deste certame". Só que o real, foi a Argentina!


1º Argentina

2º Países Baixos (Holanda)

BRASIL

* Neste arquivo você encontra a Holanda sendo chama de Países Baixos, acompanhe o porque no post HISTÓRIAS DAS COPAS - 1974 - ALEMANHA

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Histórias das Copas - 1974 - Alemanha

Alemanha Ocidental - 1974


A Copa do Mundo FIFA de 1974 foi a décima edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 13 de junho até 7 de julho de 1974. O evento foi sediado na Alemanha Ocidental, tendo partidas realizadas nas cidades de Hamburg, Hanover, Gelsenkirchen, Dortmund, Düsseldorf, Frankfurt, Berlim Ocidental, Munique e Stuttgart. Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo 9 delas europeias (Alemanha Ocidental, Alemanha Oriental, Iugoslava, Escócia, Holanda, Suécia, Bulgária, Polônia e Itália), 5 americanas (Chile, Brasil, Uruguai, Argentina e Haiti), 1 africana (Zaire) e 1 oceânica (Austrália).

As seleções da Alemanha Oriental, da Austrália, do Haiti e do Zaire faziam sua primeira participação na competição. A edição teve duas grandes goleadas: Haiti 0 x 7 Polônia e Iugoslávia 9 x 0 Zaire, sendo esta última, junto a Hungria 9 x 0 Coreia do Sul (em 1954) e Hungria 10 x 1 El Salvador (em 1982), a maior goleada em Copas do Mundo. A copa contou com grandes jogadores, como Grzegorz Lato e Kazimierz Deyna da Polônia, Johan Neeskens e Johan Cruijff da Holanda e Gerd Müller e Franz Beckenbauer da Alemanha, sendo Cruijff e Beckenbauer considerados dois dos melhores futebolistas da história do futebol mundial.

A grande revelação desta copa foi a Seleção Holandesa de Futebol, que, sob a batuta de Rinus Michels, foi campeã olímpica nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972 realizados em Munique, justamente na Alemanha Ocidental, sede da Copa. A seleção era conhecida como "Laranja Mecãnica" e "Carrossel Holandês", devido à tática de Michels de alternar os jogadores em suas posições. O destaque dessa equipe era Johan Cruijff, que atuava bem tanto na defesa, quanto no meio-campo ou no ataque. De longe, era a seleção favorita ao título, tanto por seu modo atordoante de jogar futebol quanto por ser responsável pela eliminação da seleção brasileira, atual campeã mundial, que ainda tinha alguns jogadores remanescentes da Copa de 1970, como Jairzinho e Rivellino.

Banner oficial da Copa de 1974 na Alemanha.



A final da Copa do Mundo FIFA de 1974 foi disputada pela Holanda, que havia eliminado a Argentina, a Alemanha Oriental e o Brasil; e a Alemanha Ocidental, que havia eliminado a Iugoslávia, a Suécia e a Polônia. A partida foi realizada em 7 de julho às 16h, no Estádio Olímpico de Munique, com um público estimado em 75 200 pessoas. Sob o apito do árbitro inglês Jack Taylor, Johan Neeskens abriu o placar de pênalti, mas a Alemanha Ocidental virou placar, terminando a partida em 2 x 1. O capitão e melhor jogador alemão Franz Beckenbauer levantou a taça do segundo título da Alemanha Ocidental.

Mascote:


Os mascotes oficiais da Copa de 1974 eram os garotos Tip e Tap.



Primeira Fase:

A Alemanha Ocidental de Franz Beckenbauer, Gerd Müller e outros era uma grande favorita. Outro selecionado, porém, surgiu como revelação a ameaçar esse favoritismo - os Países Baixos de Cruyff e Neeskens, que acabou sendo inovadora em suas atuações, apresentando resultados favoráveis. O timaço dos Países Baixos, dirigido por Rinus Michels, revolucionou o futebol mundial implementando um sistema tático onde os jogadores não guardavam posição fixa: era o chamado carrossel holandês. Os Países Baixos, apelidados de Laranja Mecânica (em alusão ao filme de Stanley Kubrick) chegaram à final como os grandes favoritos ao título.[1]

O mundial foi transmitido em cores pela TV em 70 países e foi a primeira Copa do Mundo onde os jogadores começaram a usar número nos calções.

Seguindo a tendência inaugurada no mundial anterior, a bola oficial era a mesma: a Telstar, fabricada pela Adidas. Nesse mundial foram utilizados dois modelos: a principal, com hexágonos brancos e pentágonos pretos, que foi utilizada na maioria dos jogos, e uma totalmente branca, que foi utilizada em 8 jogos, incluindo a semifinal entre Brasil e Países Baixos, e a decisão do 3° lugar entre Brasil e Polônia.

O Brasil, sem Pelé, Gérson, Carlos Alberto Torres, Tostão e Clodoaldo, não era sombra do super time de 1970. Jogando um futebol defensivo, o time suou para empatar contra a Iugoslávia e Escócia e ganhar do Zaire por 3 a 0, na medida para se classificar.

O Zaire (atual República Democrática do Congo) participou pela primeira vez da Copa do Mundo, ao vencer o Campeonato Africano de Nações (que era classificatório para o Mundial naquela época). Pela classificação para a Copa do Mundo, todos os jogadores receberam como prêmio do governo de seu país, casa e automóvel. Mas devida à péssima campanha no Mundial, os prêmios foram confiscados mais tarde.

No jogo Iugoslávia e Zaire na 1ª fase, a Iugoslávia vencia por 2X0, quando o goleiro zairense Kazadi pediu para ser substituído, alegando que mal tinha tocado na bola em 20 minutos jogados. Em seu lugar, entrou Tubilandu, que, logo depois que, entrou, teve que trabalhar - teve que pegar a bola no fundo da rede, depois que a Iugoslávia marcou seu terceiro gol. No final, a Iugoslávia goleou por 9X0 e ficou com o 1° lugar na chave.

Pelo menos, a equipe do Haiti teve um motivo para se orgulhar: ao marcar seu único gol na derrota por 3X1 diante da Itália, foi quebrada a invencibilidade da defesa italiana, que não tomava um gol desde 1972, e do goleiro Dino Zoff, que estava 1.142 minutos sem tomar gol. Coube a Emmanuel Sanon (falecido em 2008) esta façanha.

Na única vez em que as duas Alemanhas se enfrentaram em uma Copa do Mundo, a Alemanha Ocidental, demonstrando sua frieza, abriu mão de sua invencibilidade e perdeu para a Seleção Alemã Oriental de Futebol por 1 a 0, evitando cair no grupo de Brasil e Países Baixos na segunda fase da Copa.

Um dos grupos mais fortes da copa era o D com Polônia, Itália e Argentina brigando pelas 2 vagas e o pobre do Haiti servindo de saco de pancadas para os protagonistas conquistarem saldo. O Haiti perdeu da Itália por 3 a 1, da Argentina por 4 a 1 e da Polônia por 7 a 0. Deu a lógica e quem goleou por mais acabou passando, avançando Argentina e Polônia. A Laranja Mecânica passeou no seu grupo e ganhou do Uruguai por 2 a 0, empatou com a Suécia 0 a 0 e goleou a Bulgária por 4 a 1.

A Escócia se tornou a primeira seleção a ser eliminada na 1ª fase sem perder um só jogo. Curiosamente, ela foi a única equipe invicta do torneio.

No mundial houve a estréia do chamado cartão vermelho, a primeira vitima dele na história das Copas, foi o atacante chileno Carlos Caszely que foi expulso aos 22 min do 2º tempo no jogo Alemanha Ocidental 1x0 Chile. O próprio Caszely era opositor ferrenho do ditador chileno Augusto Pinochet, que tomara o poder no país meses antes, após liderar um golpe de estado. Devido à sua expulsão, posteriormente Caszely foi proibido de jogar futebol em seu próprio país. Ele acabaria jogando em clubes da Espanha nos tempos politicamente mais difíceis.

Foi também o primeiro mundial que ocorreu o primeiro caso de doping. O fato ocorreu com o zagueiro do Haiti Jean-Joseph, na partida em que sua seleção foi goleada pela Polônia por 7 x 0. No dia seguinte ao anúncio pela FIFA, seguranças da delegação tiraram o atleta do quarto onde dormia, levaram-no para um jardim na própria concentração e deram-lhe uma brutal surra. Em comunicado distribuído à imprensa, a delegação do Haiti disse que a agressão foi justificada pelo doping, onde o zagueiro, com sua atitude, envergonhara a sua pátria.


Segunda fase:

Chega a Segunda Fase; neste mundial com dois grupos de 4, os melhores vão à final e os segundos colocados vão disputar o terceiro lugar. O Brasil ganha da Alemanha Oriental e Argentina só que perdeu para os Países Baixos por 2 a 0 na partida que decidiu o finalista de seu grupo.

Restou ao Brasil jogar e perder, pelo terceiro lugar da Copa, contra a Polônia, 1 a 0 gol de Lato.

Já no outro grupo da segunda fase a Alemanha vence a Iugoslávia por 2 a 0, a Suécia por 4 a 2 e a Polônia por 1 a 0. Na final, os Países Baixos saíram na frente logo no início gol de pênalti, com pouco mais de um minuto de jogo, sem que sequer um alemão tivesse tocado na bola. A Alemanha não se abala, e chega ao empate também de pênalti. Müller aproveita a bola na área e faz o gol da virada. Depois só deu Países Baixos, mas Sepp Maier, o arqueiro germânico, parou o ataque da laranja mecânica e a Alemanha repetiu 54: virou para cima da grande favorita da final e sagrou-se bicampeã do mundo.

Foto da seleção alemã Bi-Campeã mundial em 1974.


1º Alemanha Ocidental

2º Países Baixos (Holanda)

3º Polônia


Sedes:



NOTA: Em alguns trechos do texto você pode observar que a Holanda também fora chamada de Países Baixos a tradução correta de Nederland. Confira abaixo um texto explicativo sobre a Holanda/Países Baixos.


Por que a Holanda também é chamada de Países Baixos?
(Texto Extraído do site
Mundo Estranho)


Porque mais de um quarto do país está abaixo do nível do mar. E por que não seria então País Baixo, no singular? É que a Holanda é dividida em 12 províncias, que seriam os tais países, no plural. Duas dessas províncias - chamadas de Holanda do Norte e do Sul - acabaram virando sinônimo de toda a região em alguns idiomas, como o português e o espanhol.

"Isso aconteceu porque essas duas províncias dominaram por muito tempo a história do país. Lá ficam os grandes portos e os navios que viajavam para o exterior carregavam consigo o nome da região", diz o holandês Martinus Feliz Mertens, assessor da Embaixada dos Países Baixos no Brasil. Mais curioso que a confusão a respeito dessas terminologias é a luta dos holandeses contra a ingrata geografia do país. Até o século XIV, parte do que é hoje a Holanda estava submersa. A introdução dos moinhos de vento, símbolo do país, trouxe a tecnologia necessária para drenar enormes áreas alagadas - as grandes pás captavam a energia do vento e com ela acionavam bombas de sucção. Isso, aliado à construção de diques, permitiu o aumento do território habitável. Em janeiro de 1953, os diques que protegiam o sudoeste dos Países Baixos se romperam após uma violenta tempestade, combinada com marés altas. Cerca de 150 mil hectares de terra foram inundados e 1 800 pessoas morreram.

O país então desenvolveu o Plano Delta, que reforçou e aumentou diques, além de construir barragens para proteger a Holanda da baixa altitude em relação ao mar.

Fontes: Wikipédia e Mundo Estranho

Foto das Sedes: Wikipédia




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Histórias das Copas - 1970 - México


México - 1970



A Copa do Mundo FIFA de 1970, a nona edição do torneio, foi disputada no México, de 31 de Maio até 21 de Junho. O México foi escolhido como sede pela FIFA em outubro de 1964. O torneio de 1970 foi a primeira Copa do Mundo disputada na América do Norte, e a primeira disputada fora da América do Sul e da Europa. Num encontro de equipes que já haviam vencido a Copa duas vezes, a final foi vencida pelo Brasil, que bateu a Itália por 4 a 1. Isto significa que o Brasil se tornou a primeira equipe a ter o título de campeão mundial por três vezes e foi permitido a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

A seleção brasileira, que tinha Pelé (que estava em sua quarta e última Copa do Mundo), Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Rivellino e Tostão, é tida como uma das mais eficientes equipes na história das Copas. Neste torneio foi possível observar um retorno ao jogo solto e ofensivo em oposição às batalhas físicas das Copas de 1962 e 1966.


Primeira fase:

A Copa de 1970 foi, como de costume, precedida por disputas sobre sua organização. Esta Copa foi a primeira a ser televisionada em cores. Porém, para que as transmissões se encaixassem melhor nas programações da televisão européia, algumas partidas começaram ao meio-dia. Esta foi uma decisão impopular entre muitos jogadores e treinadores por causa do intenso calor no México neste período do dia.

O formato da competição permaneceu o mesmo da Copa anterior: 16 equipes classificadas, divididas em quatro grupos com quatro que se enfrentariam em turno único. Os dois primeiros colocados classificar-se-iam às quartas-de-final. Porém, pela primeira vez nas Copas, o critério de desempate em no caso de igualdade de pontos na fase de grupos era o saldo de gols (e não mais jogos-desempate e goal average) e se dois ou mais times tivessem o mesmo saldo de gols, o desempate se daria por sorteio. Se uma partida das quartas ou das semifinais resultasse num empate após a prorrogação também haveria sorteio para definir a equipe classificada.

Pela primeira vez, substituições foram permitidas em Copas do Mundo. Cada time poderia fazer duas alterações durante o jogo. A União Soviética foi o primeiro time a se utilizar do expediente contra o México na partida de abertura. Viktor Serebryanikov foi o primeiro jogador a ser substituído, pois Anatoly Puzach entrou em seu lugar após os 45 minutos iniciais.

Esta Copa também foi a primeira a apresentar o uso dos cartões amarelo e vermmelho para advertências e expulsões respectivamente (note que as advertências e expulsões já existiam antes de 1970). Cinco cartões amarelos foram mostrados na partida de abertura entre México e URSS, enquanto nenhum cartão vermelho foi mostrado em todo o torneio.

A controvérsia cercou a Copa antes mesmo que uma bola fosse chutada. Bobby Moore, capitão da seleção inglesa foi acusado de roubo a uma joalheria, e subseqüentemente preso, na Colômbia, onde o time fazia um amistoso pré-Copa. Ele foi solto temporariamente para poder jogar a Copa, e depois as acusações foram discretamente retiradas.

No Grupo 1, os donos da casa não decepcionaram sua torcida e se classificaram junto com a União Soviética, ainda que houvesse algumas controvérsias nas vitórias mexicanas de 1 a 0 sobre a Bélgica e de 4 a 0 sobre El Salvador.

Banner Oficial da copa de 1970 no México.


O Grupo 2 apresentou exatos seis gols em seis jogos com Itália, atual campeã européia, e Uruguai, atual campeão sul-americano, prevalecendo sobre Suécia e a surpreendente seleção de Israel após uma série de partidas pouco empolgantes. Desse grupo porém acabaria saindo dois dos quatro semi-finalistas.

Os primeiros grandes momentos desta memorável Copa do Mundo ocorreram no Grupo 3, no qual o bicampeão Brasil e a defensora do título, Inglaterra se somaram as fortes equipes européias da Tchecoslováquia e Romênia. Na revanche da final da Copa de 1962, os brasileiros começaram perdendo para os tchecoslovacos, mas conseguiram reagir e acabaram por vencer a partida por 4 gols a 1. Pelé marcou um dos gols, mas o lance dele que ficaria marcado para sempre nesta partida foi a tentativa efetuada do meio de campo que quase bateu o goleiro Ivo Viktor, a bola passou rente a trave. O choque de campeões entre a seleção canarinho e o English Team atendeu às expectativas. O lance mais célebre desta partida foi a forte cabeçada para o chão de Pelé que não atingiu o gol por conta de uma impressionante defesa de Gordon Banks, que conseguiu colocar sua mão por baixo da bola e mandá-la por cima do travessão. No fim, foi um gol de Jairzinho que sacramentou a vitória dos brasileiros pela contagem mínima. Na última rodada, a Romênia impôs dificuldades ao Brasil, mas o time de Zagallo acabou vencendo por 3 a 2. A Inglaterra também passou à segunda fase, batendo romenos e tchecoslovacos pela contagem mínima.

No Grupo 4, o Peru e seui estilo ofensivo conseguiu uma importante vitória contra a Bulgária por 3 a 2, após estar perdendo de 2 a 0 no intervalo. Marrocos começou bem sua primeira partida contra a Alemanha Ocidental, saindo na frente. Mas os alemães conseguiram a virada por 2 a 1. Os alemães também começaram atrás contra os búlgaros, mas um hat-trick de Gerd Muller ajudou na virada, que acabou em 5 a 2. Muller marcou mais um hat-trick na última rodada com placar de 3 a 1 dos alemães contra os peruanos. No fim, o Peru acabou avançando junto com a Alemanha Ocidental, pois havia vencido Marrocos por 3 a 0, com três gols em 11 minutos.


Mascote:

A mascote oficial da Copa do Mundo foi Juanito, um garoto vestindo o uniforme da seleção mexicana e um sombrero.



Segunda fase:

Nas quartas-de-final uma transformada Itália bateu o México por 4 a 1, de virada. Os donos da casa saíram na frente com um gol de José Gonzales, mas Gustavo Pena marcaria um gol contra empatando a partida antes do intervalo. A Itália dominou o segundo tempo. Dois gols de Luigi Riva e um de Gianni Rivera trouxeram o jogo ao seu placar final. Em Guadalajara, o caminho do Peru acabaria com a derrota de 4 a 2 para o Brasil após uma partida que demonstrou dois times ofensivos.

A partida entre Uruguai e União Soviética permaneceu sem gols até cinco minutos antes do fim da prorrogação, quando Victor Espárrago conseguiu arrancar um gol e classificando os sul-americanos. A última quarta-de-final foi uma revanche da final da Copa anterior entre Inglaterra e Alemanha Ocidental, produziu uma das grandes partidas da história da Copa do Mundo. A Inglaterra sofreu um duro golpe antes do jogo, quando Gordon Banks sofreu severas dores de estômago. Seu reserva Peter Bonetti assumiu a posição, e no começo do segundo tempo os ingleses lideravam por 2 a 0 e o jogo aparentava já estar decidido. Porém, a Alemanha marcou com Franz Beckenbauer no minuto 68. Em pânico, o técnico inglês Alf Ramsey decidiu substituir Bobby Charlton. Sem Charlton, a Inglaterra não conseguia mais se firmar na partida e não conseguia conter os incessantes ataques alemães. A oito minutos do fim, Uwe Seeler cabeceou para marcar o gol de empate. A Alemanha Ocidental agora era a dona do jogo e, na prorrogação, com um erro de Bonetti, Gerd Muller marcou o gol da vitória, impossibilitando a defesa do título por parte dos ingleses.

As semifinais apresentaram quatro times que já haviam vencido a Copa no passado: Brasil vs. Uruguai, numa revanche da partida final da Copa de 1950, e Itália vs. Alemanha Ocidental. No jogo entre os sul-americanos, o Brasil conseguiu bater o Uruguai por 3 a 1 de virada. Esta partida apresentou mais um brilhante lance de Pelé: com a posse de bola dentro da área, ele conseguiu ficar frente a frente com Ladislao Mazurkiewicz e, sem tocar a bola, ela passou à esquerda do goleiro, Pelé correu para o lado direito, pegando a bola com o gol vazio a sua frente. O zagueiro Ancheta não conseguiu tirar a bola, mas Pelé não conseguiu marcar por muito pouco. A semifinal composta pelos europeus é tida por muitos como o melhor jogo da história das Copas do Mundo. A Itália saiu na frente aos 8 minutos com um gol de Roberto Boninsegna após uma bela jogada de "um-dois" com Luigi Riva. A Alemanha Ocidental pressionou em busca do empate pelo resto do jogo, até o final quando Karl-Heinz Schnellinger, que jogava na equipe italiana do AC Milan, marcou o gol de empate nos acréscimos. Na prorrogação, Gerd Muller virou a partida para os alemães no minuto 94. E Tarcisio Burgnich empatou novamente. No minuto 104, Riva marcou o terceiro gol italiano sob a meta de Sepp Maier, mas Muller uma vez mais marcaria, seis minutos depois. A direção de TV ainda estava mostrando a repetição desse gol quando o meio-campista italiano Gianni Rivera, desmarcado perto da marca do pênalti, voleou um belo cruzamento de Boninsegna para o gol da vitória no minuto 111. Franz Beckenbauer jogou parte da partida com uma clavícula quebrada após tentar simular uma falta na prorrogação. Como Helmut Schön, técnico da Alemanha Ocidental, já havia feito as duas substituições permitidas, Beckenbauer ficou com o braço numa tipóia. A partida é tida como o "Jogo do Século", também conhecido como a Partita del Secolo na Itália e Jahrhundertspiel na Alemanha. Um monumento no Estádio Azteca na Cidade do México homenageia o jogo. A Alemanha Ocidental conseguiu o terceiro lugar ao bater o Uruguai por 1 a 0.


Final:

Na final, o Brasil saiu na frente, com Pelé cabeceando um cruzamento de Rivellino no minuto 18. Roberto Boninsegna empatou para os italianos após falha da defesa brasileira. Gérson bateu um forte chute para o segundo gol, e ajudou na marcação do terceiro, com um lançamento de falta para Pelé que cabeceou para Jairzinho. Pelé finalizou sua grande performance saindo da marcação da defesa italiana e assistindo Carlos Alberto Torres no flanco direito para o gol derradeiro. O gol de Carlos Alberto, após uma série de passes da seleção brasileira da esquerda para o centro, é considerado um dos mais belos gols marcados na história do torneio. A vitória consagrou o Brasil como a primeira equipe a conquistar três títulos na história das Copas.

Com sua terceira vitória após 1958 e 1962, o Brasil pôde reter a posse da Taça Jules Rimet permanentemente (ironicamente, ela seria roubada em 1983 enquanto estava em exposição no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada). O técnico brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo foi o primeiro futebolista a se tornar campeão mundial como jogador (1958 e 1962) e como técnico, e Pelé encerrou sua carreira nas Copas do Mundo como o primeiro (e até agora único) vencedor por três vezes.

Jairzinho marcou pelo menos um gol em cada dos seis jogos do Brasil (no primeiro jogo, contra a Tchecoslováquia, ele marcou dois), um feito que até agora não foi repetido. Porém, o artilheiro do torneio foi Gerd Müller, da Alemanha Ocidental, com 10 gols. Müller conseguiu marcar hat-tricks em dois jogos consecutivos, contra a Bulgária e contra o Peru na fase de grupos.

Foto da Seleção Brasileira TRI CAMPEÃ do mundo!

1º BRASIL

2º Itália

3º Alemanha Ocidental


A Copa de 1970 foi marcada pelos "não-gols" de Pelé.

Primeiro não-gol: Brasil X Tchecoslováquia
Pelé percebe que o goleiro tchecoslovaco Ivo Viktor estava adiantado, e dá um chute a 40 metros de distância. Viktor, desesperado, corre para defender, mas, para seu alívio, a bola sai a centímetros do gol.

Segundo não-gol: Brasil X Inglaterra
Após receber um cruzamento de Jairzinho, Pelé dá uma forte cabeçada, mas Gordon Banks defende de forma espetacular, tirando a bola de dentro do gol. A defesa de Banks é considerada a "defesa do século XX".

Terceiro não-gol: Brasil X Uruguai
Pelé avança em direção à área do Uruguai. O Rei dribla Mazurkiewicz, que tenta voltar ao gol, mas desiste. Pelé chuta, o zagueiro Ancheta tenta tirar a bola, mas não consegue. A bola vai para fora, e Pelé lamenta o gol perdido.

Quarto não-gol: Brasil X Uruguai
Mazurkiewicz cobra mal um tiro de meta. Pelé rebate de fora da área com um chute forte, mas o goleiro uruguaio se recupera e segura a bola.

Quinto não-gol: Brasil X Itália (final)
No minuto final do primeiro tempo, num lance polêmico, Pelé recebe na área a bola de uma cobrança de falta e marca o gol, porém o gol foi invalidado, pois no momento em que a bola entrou na área o árbitro apitou o final do primeiro tempo. Fato semelhante ocorreu com Zico na copa de 1978 na Argentina, na partida entre Brasil e Suécia na primeira fase.

Sedes:

Cidade - Estádio - Capacidade - Construção
Guadalajara - Estádio - Jalisco - 62.384 - 1952
Léon - Estádio Nou Camp 33.943 - 1967
Cidade do México - Estádio Azteca - 115.500 - 1966
Puebla - Estádio Cuauhtémoc 46.912 - 1968
Toluca - Estádio Luis Dosal 27.000 - 1954

*A taça Jules Rimet original ficou com o Brasil neste ano, pois o Brasil foi o primeiro time a conquistá-la 3 vezes, porém, ao chegar no Brasil ela foi roubada e nunca mais encontrada.


Fonte: Wikipédia

terça-feira, 8 de junho de 2010

História das Copas - 1966 - Inglaterra

Inglaterra - 1966




A Copa do Mundo FIFA de 1966, oitava edição da competição, foi sediada na Inglaterra de 11 de julho a 30 de julho. A Inglaterra foi escolhida como anfitriã pela FIFA em agosto de 1960 para celebrar o centenário da codificação do futebol na Inglaterra. Foi um ano de triunfo para os donos da casa, uma vez que o English Team venceu a final batendo a Alemanha Ocidental por 4 a 2, conquistando assim o primeiro (e até agora único) título mundial dos ingleses, e se tornando a primeira sede a vencer o torneio desde que a Itália venceu em 1934.

A Copa de 1966 causou discordâncias antes mesmo que uma bola fosse chutada no primeiro jogo. Dezesseis nações africanas boicotaram o torneio em protesto contra uma resolução da FIFA de 1964 demandando que o vencedor da zona africana enfrentasse o vencedor da zona asiástica ou da zona oceânica para se classificar à fase final. Os africanos acreditavam que vencer sua zona deveria bastar por si só para ter um lugar nas finais.

Mesmo com a ausência dos africanos, se estabeleceu mais um recorde de inscrições para as Eliminatórias, com 70 nações competindo. Depois de toda a discussão, a FIFA determinou que dez times da Europa se classificariam, junto com quatro da América do Sul, um da Ásia e um da América do Norte, América Central e Caribe.



Banner Oficial da Copa de 66


Primeira Fase:

A Copa do Mundo de 1966 teve um herói bastante incomum fora das quatro linhas, um cachorro chamado Pickles. Antes do torneio a Taça Jules Rimet foi roubada de uma vitrine de exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Uma caçada nacional pela taça foi instaurada. Ela foi descoberta enrolada em jornal quando um cão farejou alguns arbustos em Londres. A FA mandou que se fizesse uma réplica no caso que não encontrassem a original a tempo. Esta réplica está exposta no National Football Museum, no Brasil O formato do certame se manteve o mesmo da Copa anterior: as 16 equipes classificadas se dividiriam em quatro grupos com quatro. Os dois primeiros de cada grupo avançariam às quartas-de-final.

Ainda que a Copa tenha conseguido grandes públicos, a competição foi marcada por ter poucos gols uma vez que as equipes começaram a jogar de maneira muito mais tática e defensiva. Isso foi exemplificado pela Inglaterra de Alf Ramsey que terminou em primeiro lugar do grupo 1 com apenas quatro gols marcados, mas nenhum sofrido. O Uruguai seria o segundo classificado do grupo eliminando México e França. Todas as partidas deste grupo foram disputadas no Wembley Stadium exceto pela partida entre França e Uruguai que foi disputada no White City Stadium.

No Grupo 2, a Alemanha Ocidental e a Argentina se classificaram com facilidade, ambos com 5 pontos. A Espanha fez 2, enquanto a Suíça deixou a competição após,pela segunda vez seguida em Copas do Mundo,perder todas as partidas.

No noroeste da Inglaterra, o Old Trafford e o Goodison Park serviram de sedes para o Grupo 3. Neste grupo o Brasil, campeão da copa anterior, seria eliminado por Portugal e Hungria. A Bulgária também seria eliminada. O Brasil foi derrotado por húngaros e portugueses em partidas controversas apitadas por dois juízes ingleses, Kenneth Dagnall e George McCabe, que decidiram ignorar uma grande quantidade de faltas nos brasileiros direcionadas em jogadores-chave. Portugal chegava a fase final de uma Copa pela primeira vez, e jogou muito bem. A seleção lusa venceu as três partidas na fase de grupos, com belas atuações do prodigioso atacante Eusébio, que marcaria no total nove gols na Copa se tornando assim artilheiro máximo da competição.

O Grupo 4 teve a maior surpresa da competição quando a Coreia do Norte bateu a Azzurra por 1 a 0, e se classificou junto com a união Soviética. Além da Itália, o Chile foi eliminado.


Segunda Fase:

Nas quartas-de-final a Alemanha Ocidental bateu o Uruguai por 4 a 0 numa partida em que o árbitro inglês Jim Finney expulsou dois uruguaios: Horacio Troche e Hector Silva. A Coreia do Norte esboçava goleada semelhante contra Portugal, pois em 22 minutos de jogo o placar tinha 3 a 0 para os norte-coreanos. Coube a Eusébio mudar esse panorama. O Pantera Negra marcou quatro gols e José Augusto marcaria o quinto, numa grande virada da equipe portuguesa.

Nos outros jogos, a URSS de Lev Yashin bateu a Hungria por 2 tentos a 1 e na partida entre Argentina e Inglaterra houve apenas um gol que seria dos ingleses, marcado por Geoff Hurst. Foi mais um jogo marcado por controvérsia arbitral. Antonio Rattín se tornou o primeiro jogador a ser expulso numa partida entre seleções em Wembley. O árbitro alemão, Rudolf Kreitlein, expulsou Rattín por indisciplina e pelo "olhar em seu rosto" mesmo não entendendo espanhol. Rattín primeiramente se recusou a sair de campo e acabou sendo escoltado por vários policiais.

Com os resultados das quartas, as quatro equipes restantes eram todas europeias. Ambas semifinais terminaram em 2 a 1: Franz Beckenbauer marcou o tento que deu a vitória para a Alemanha Ociental frente a URSS, enquanto Bobby Charlton marcou os dois gols da vitória inglesa sobre Portugal. Outro placar de 2 a 1 ocorreria na decisão do terceiro lugar com vitória portuguesa sobre os soviéticos.


Final:

A partida se realizou no Wembley Stadium com cerca de 98 mil pessoas presentes. Após doze minutos de jogo Helmut Haller colocaria a Alemanha Ocidental na frente, mas Geoff Hurst empataria o jogo quatro minutos depois. Martin Peters viraria o jogo em favor dos ingleses aos 78 minutos. Com um minuto para o fim da partida uma falta foi marcada em favor dos alemães. A bola foi lançada à área e Wolfgang Weber consegiu tocá-la e levar o jogo a um novo empate, enquanto os ingleses reclamavam de um possível toque de mão.

Ao final dos 90 minutos o placar era de 2 a 2, então seria jogada a prorrogação. No minuto 98 Hurst marcaria novamente; seu chute bateria no travessão, e quicaria exatamente sobre a linha. Desde então se debate se a bola realmente passou a linha, o que faria uma grande diferença, uma vez que se o placar permancesse empatado, a Alemanha Ocidental talvez não permitisse o mesmo espaço a Hurst. Imagens de arquvo observadas digitalmente ilustram que o segundo gol de Hurst não teria cruzado a linha. No último minuto Hurst novamente marcaria, passando pelo meio de campo alemão para efetuar seu terceiro gol na partida. Ao mesmo tempo a torcida invadiria o campo. Geoff Hurst se tornaria assim o primeiro jogador a marcar três vezes numa final de Copa do Mundo.

A descrição dos momentos finais da partida pelo comentarista da BBC, Kenneth Wolstenholme entraria para a história: "Some people are on the pitch. They think it's all over." (Hurst marca o quarto) "It is now!". ("Algumas pessoas estão no campo. Elas pensam que já está está tudo acabado." "Agora está!")

A seleção inglesa recebeu a recuperada Taça Jules Rimet das mãos da Rainha e se tornaram campeões do mundo pela primeira vez.


Seleção Inglesa comemorando seu primeiro mundial.

1º Inglaterra

2º Alemanha Ocidental

3º Portugal

Mascote:

World Cup Willie, o mascote para a Copa de 1966, foi o primeiro mascote da história das Copas, e um dos primeiros mascotes a ser associado com uma competição esportiva importante. World Cup Willie é um leão, símbolo típico do Reino Unido, vestindo uma camisa com a Union Flag inscrita com as palavras "WORLD CUP".




Sedes:

Cidade - Estádio - Capacidade - Ano de Construção

Birmingham - Villa Park - 42.573 - 1897
Liverpool - Goodison Park - 40.410 - 1892
Londres - Wembley Stadium - 127.000 - 1923
Londres - White City Stadium - 68.000 - 1908
Manchester - Old Trafford - 72.612 - 1910
Middlesbrough - Ayresome Park - 54.000 - 1903
Sheffield - Hillsborough Stadium - 39.814 - 1899
Sunderland - Roker Park - 30.000 - 1898
Fontes: Wikipédia e Acervo Pessoal.

domingo, 6 de junho de 2010

Histórias das Copas - 1962 - Chile

Chile - 1962



A Copa do Mundo de 1962 foi a sétima Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de dezesseis países. 56 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu no Chile. O Brasil, campeão da Copa anterior, partia rumo ao bicampeonato com praticamente o mesmo time que conquistou o título na Suécia. Com base nas superstições de Paulo Machado de Carvalho, o dirigente da delegação, o mesmo comandante do avião em 58 levou a seleção se repetira em 62.

Mas outras seleções ameaçavam o bi do time canarinho. A URSS estava mais forte do que em 58 e a Hungria ameçava relembrar a sua grande copa em 1954. O time chileno, apesar de modesto, jogava em casa e não tinha nada a perder. Outra seleção que merecia destaque era a Iugoslávia.


Antecedentes:

Vários países se candidataram a sede da Copa de 1962: os europeus eram os favoritos, mas a FIFA tinha decidido que depois de duas copas seguidas no continente europeu (Suíça em 1954 e Suécia em 1958), era a vez da América Latina. Sendo assim, só sobravam as candidaturas argentina e chilena.

A Argentina vinha pleiteando o direito de sediar uma Copa desde 1930. Já o Chile só apresentara sua candidatura em 1952, e era considerado um país sem condições necessárias para realizar um evento daquele porte.

Porém, em Junho de 1956, na Inglaterra, onde os 56 países membros votavam, o Chile acabou ganhando o páreo, com 32 votos. A Argentina só obtivera 10, e 14 países se abstiveram da votação.

Com o direito de sediar a Copa ganho os chilenos começaram a montar a infra-estutura necessária para a competição, liderados pelo brasileiro naturalizado chileno Carlos Dittborn, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol. O Estádio Nacional teve sua capacidade de 45 mil espectadores aumentada para 70 mil, e um novo estádio foi construído em Viña del Mar, o Sausalito.

Em Maio de 1960, quando os preparativos iam de vento em popa, o país foi pego de surpresa por um terremoto que registrou 9,5 pontos na escala Richter, o maior registrado na história mundial recente.[1] O tremor tinha deixado cinco mil mortos e 25% da população desabrigada, além de lançar dúvidas sobre a capacidade do Chile de sediar a Copa depois da trágedia.

Em face desses problemas, Dittborn pronunciou a frase que acabaria se tornando o slogan não oficial da competição: "Porque nada tenenos, lo haremos todo" (porque nada temos, faremos tudo). A FIFA lhe deu um voto de confiança e as obras foram terminadas em tempo recorde.

Dittborn, porém, não viveu para ver o resultado de seus esforços. Ele sofreria um ataque cardíaco em 28 de abril de 1962, um mês antes da Copa. O estádio de Arica foi batizado em sua homenagem.

Banner Oficial da copa de 1962.


Primeira Fase:

No Grupo 1, a surpresa foi a eliminação prematura do Uruguai. O grande jogo foi um empate entre URSS e Colômbia em 4 a 4. Nessa partida, houve o primeiro (e até hoje) único gol olímpico da história das Copas marcado por Marcos Coll, da Colômbia. A segunda vaga ficou com a forte Iugoslávia. No confronto entre os países comunistas nessa fase, ocorreu uma das entradas mais violentas da historia das Copas, feita pelo ponteiro iugoslavo Muhamed Mujić no lateral soviético Eduard Dubynskyi. Essa fratura foi tão violenta que o lateral soviético acabou inutilizado para o futebol.

No Grupo 2, os chilenos fizeram a festa ao ganharem da Suíça por 3 a 1 e da Itália por 2 a 0. Neste jogo valeu tudo, houve vários socos e pontapés dos dois lados e os italianos sofreram com a catimba sul-americana e também com a péssima arbitragem do britânico Ken Aston onde somente foram expulsos dois jogadores italianos. A Alemanha Ocidental que venceu o Chile por 2 a 0 ficou em primeiro e o Chile em segundo. A Itália estava fora.

No Grupo 3 na estreia o Brasil bateu o México por 2 a 0 com um gol antológico de Pelé em que driblou toda a defesa mexicana antes de tocar na saída de Carbajal. No segundo jogo, contra a Tchecoslováquia, Pelé sofreu contusão e não voltaria a atuar nesta Copa. Amarildo teve a dificílima missão de substituir o rei e foi bem sucedido. O Brasil empatou com a Tchecoslováquia em 0 a 0, derrotou a Espanha em jogo dramático e de virada, 2 a 1. Por muito pouco, a equipe de Aymoré Moreira não foi eliminada na primeira fase. A Tchecoslováquia mesmo perdendo para o México por 3 a 2 ficou com a outra vaga.

No Grupo 4 brilhou a Hungria que aplicou uma goleada de 6 a 1 na Bulgária. A Argentina, mesmo jogando perto de sua torcida caiu nesta fase com o empate em 0 a 0 contra a Hungria em uma grande atuação de Grosics, último remanescente do esquadrão húngaro de 1954. A outra vaga foi da Inglaterra, que apesar da derrota para a Hungria por 2 a 1, ganhou da Argentina por 3 a 1 e garantiu a vaga com empate de 0 a 0 contra a Bulgária.


Segunda Fase:

Uma curiosidade que aconteceu, foi na semifinal entre Brasil e Chile: o jogador brasileiro Garrincha fez uma falta grave no chileno Eladio Rojas. O árbitro foi avisado do fato e certamente expulsou Garrincha de campo; então porquê Garrincha pôde participar da final contra a Tchecoslováquia? Provavelmente, jamais se saberá.

Pode-se dizer que o Brasil só decolou a partir das Quartas quando Mané chamou para si a responsabilidade e dizimou o English Team: 3 a 1. No dia seguinte, os jornais ingleses estampavam: "Mané Garrincha é um extra-terrestre"[carece de fontes?].

Uma surpresa foi a vitória da irregular Tchecoslováquia por 1 a 0 contra a forte Hungria. Os chilenos iam ao delírio ao despacharem a URSS por 2 a 1 e chegarem às semifinais. A Iugoslávia venceu a Alemanha Ocidental por 1 a 0, num dos vários duelos com os tedescos válidos pelas Quartas de uma Copa do Mundo.

Nas semifinais o Brasil venceu o Chile dono da casa por 4 a 2 no Estádio Nacional lotado. Os chilenos com o lema "como nada temos queremos tudo" surpreenderam e ficaram com um honroso terceiro lugar ao derrotar a Iugoslávia. A Tchecolováquia, que cresceu durante a competição, venceu a Iugoslávia por 3 a 1.

Brasil e Tchecoslováquia novamente se encontrariam na final. Masopust abriu o placar. O Brasil empatou com Amarildo. Zito virou e Vavá marcou o terceiro. Com o placar em 3 a 1 o Brasil se sagraria bicampeão mundial de futebol.

Seleção Brasileira Bicampeã do Mundo em 1962


1º BRASIL

2º Tchecoslováquia

3º Chile


Cachorro no gramado:

Nas quartas de final Brasil contra Inglaterra estavam se enfrentando e de repente no lateral brasileiro o juiz para o jogo porque um cachorro estava no gramado. O goleiro inglês tentou retirar o animal, mas ele foi para o meio de campo. Garrincha tentou ,mas o cachorro deu um olé nele. Jimmy Greaves retirou o cachorro do campo.


Naturalizações e doping:

Três dias antes da Copa, a FIFA se reuniu em Santiago e decidiu as regras para a naturalização de jogadores. As medidas visavam a acabar com a troca de países por parte de jogadores. Exemplos clássicos incluiam Di Stéfano e Puskás, ídolos respectivamente da Argentina e da Hungria, que nessa Copa iriam jogar pela Espanha. Ainda havia o caso de Mazola, que jogou a Copa de 1958 pelo Brasil e em 1962 atuou pela Itália.

As regras determinavam que a partir da próxima copa (1966) um jogador só poderia jogar por uma seleção se nunca tivesse participado pela seleção de outro país em partidas oficiais.

Outra polêmica da Copa seria em relação ao doping. O assunto tinha sido levantado pelo Congresso Médico de Santiago. Di Stéfano teria dito então que não via nenhum problema em um jogador tomar pílulas estimulantes. A declaração provocou revolta no Chile, que pediu providências à FIFA. O problema, porém, era como combater tal ação. Apesar do exame de urina já existir, não havia uma lista oficial de substâncias proibidas. O único país na época que tinha uma legislação antidoping era a Itália. Portanto, é provável imaginar que muitos jogadores tenham usado diversas substâncias na Copa para aumentar seu desempenho.

Locais:


Quatro cidades sediaram o torneio:

Arica - Estádio Carlos Dittborn
Rancagua - Estádio El Teniente
Santiago - Estádio Nacional
Viña del Mar - Estádio Sausalito


Fontes: Wikipédia, Uol e Abril.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Histórias das Copas - 1958 - Suécia

Suécia - 1958




A Copa do Mundo de 1958 foi a sexta Copa do Mundo disputada, e contou com a participação de 16 países. 51 países participaram das eliminatórias. Um torneio marcante em muitos aspectos, a Copa da Suécia viu entre outras coisas a estréia de Pelé, treze gols marcados pelo artilheiro francês Just Fontaine, e a primeira conquista do Brasil, o que representa a primeira e única vez que um time sul-americano levantou a taça em solo europeu. Os grandes favoritos ao título eram ingleses, soviéticos, franceses e alemães. O Brasil, depois do vice em 1950 e da fraca campanha em 1954 era visto com desconfianças. A Hungria, de protagonista em 54 chegava como mera coadjuvante em 58, sendo que sem os seus principais craques, a equipe pouco pode fazer na copa.

A competição:

Formato:

Quatro grupos de quatro equipes, mas desta vez todos enfrentavam todos pelo menos uma vez, sem temo colocados empatassem em número de pontos, haveria um jogo desempate do qual o vencedor seguiria adiante. Se o desempate ficasse empatado, então a regra de goal average dos jogos do grupo seria utilizada para determinar o classificado. Se ainda assim persistisse a igualdade, haveria sorteio. Se os dois primeiros colocados da chave terminassem empatados, goal average seria utilizado para definir o primeiro e o segundo. Este regulamento não havia sido concluído até o início da competição e continuou sendo debatido no meio do certame.

Favoritos:

Os especialistas da época arriscavam não dar palpites em relação ao favorito.

Tomando por base o torneio anterior disputado na Suíça em 1954, a campeã Alemanha Ocidental era favorita, mas perdera 7 jogos amistosos em 10 disputados. Embora tivese renovado a equipe com os novatos Uwe Seeler e Karl-Heinz Schnellinger, a equipe base era praticamente a mesma que havia derrotado a Hungria na final de Berna, contando com seu capitão Fritz Walter, na época com 38 anos, e em fim de carreira.

A Hungria vinha forte desde que fora derrotada na final de 1954, mas a Revolução Húngara, ocorrida em 1956, onde os tanques soviéticos dominaram Budapeste, fizeram com que seus principais jogadores (Ferenc Puskas, Sándor Kocsis e Zoltán Czibor) fugissem do país, e se refugiassem em clubes da Espanha. Com isso, a Hungria iria para a Suécia com uma equipe que perdera seu brilho, e contava com uma mistura de remanescentes de 1954, como Gyula Grosics, László Budai e József Bozsik e novatos não-testados em competições internacionais, como Máté Fenyvesi, Károly Sándor, Ferenc Szojka e Lajos Tichy.

A União Soviética era uma das grandes favoritas, visto que, em 1956 ganhara a medalha de ouro no Torneio de Futebol, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, e contara com toda a base que ganhara àquele torneio.

Por sediar o torneio, a Suécia era grande favorita, e contava com atletas experientes, que jogavam na Série A italiana, como Nils Liedholm, Agne Simonsson, Gunnar Gren e Kurt Hamrin.

A Inglaterra tinha um bom time, mas veio enfraquecido, pois, seis meses antes do torneio, perdera Duncan Edwards, Tommy Taylor, e Roger Byrne, num desastre de avião em Munique. Os jogadores eram do Manhcester United, equipe tricampeã inglesa, e que era a base da seleção nacional. Com isso, tiveram que refazer os planos para o Mundial, convocando jogadores que jogaram em 1950, como o veterano Tom Finney.

Dos latinos, o Brasil era o grande favorito, e tinha uma mescla de jogadores experientes e novatos na dose certa, mas havia ressalvas quanto ao controle emocional dos jogadores, quando expostos à pressão.

Banner Oficial da Copa de 1958



Transmissão e cobertura:

Depois do sucesso de transmitir a Copa anterior de 1954, esse torneio também foi televisionado. O lançamento da segunda versão do satélite Sputnik pelos soviéticos, em janeiro de 1958, possibilitou a transmissão televisiva do torneio para os países europeus. No total, 11 países europeus aderiram ao consórcio liderado pela Sveriges Radio, estatal de Rádio e TV, que detinha os direitos de transmissão.

Para os países não-europeus, ficava a opção de adquirir os kinescópios dos jogos, filmados em 16 mm (ainda não havia surgido o video-tape, e os kinescópios eram o melhor meio de gravar conteúdo filmado na época). O consórcio providenciava aos interessados os kinescópios de cada partida a preço de custo, acrescido de apenas 1% de margem de lucro, para custear o trabalho das equipes de filmagem para registro dos jogos. No Brasil, a extinta TV Tupi adquiriu os kinescópios, que, anos mais tarde, puderam ser transformados em video-tape.

Para a cobertura do Mundial, 2000 jornalistas se credenciaram para cobrir o evento. Dos credenciados, 200 eram jornalistas alemães.

Primeira Fase:

No Grupo 1 a Alemanha Ocidental ficou em primeiro lugar. A Irlanda do Norte surpreendeu o mundo ao ficar com a segunda vaga após derrotar a Tchecoslováquia no jogo desempate. A Tchecoslováquia aplicou na Argentina uma super goleada por 6 a 1 e os jogadores foram recebidos em Buenos Aires com uma chuva de pedras e moedas.

No Grupo 2 o destaque foi a França. Com craques como Fontaine e Kopa o time goleou o Paraguai por 7 a 3 e venceu a Escócia por 2 a 1. Com um saldo tão bom a derrota para a Iugoslávia na segunda rodada não fez diferença. Os iugoslavos ficaram com a segunda vaga.

No Grupo 3 a Suécia, dona da casa, passeou. Gales ficou em segundo. Assim esta foi a única copa até hoje em que as quatro seleções britânicas participaram juntas (Escócia, Irlanda do Norte, País de Gales e Inglaterra), só a Inglaterra e a Escócia não se classificaram para as Quartas.

No Grupo 4 Brasil, Inglaterra, Áustria e URSS decidiriam 2 vagas. O Brasil estreou bem com 3 a 0 na Áustria. Após o empate em 0 a 0 contra o English Team, os jogadores se reuniram com o treinador, Vicente Feola, e pediram a entrada de Mané Garrincha e Pelé no time. O pedido deu resultado: Brasil 2-0 URSS, com grande atuação de Garrincha contra seu marcador. A URSS ficou com a outra vaga ao vencer a Inglaterra por 1 a 0 no jogo desempate.

Segunda Fase:

Nas Quartas o Brasil enfrentou a forte defesa do País de Gales. Nesta partida Pelé brilhou. Ele aplicou um drible curtíssimo em seu marcador ("chapéu") e girou de primeira. A França encarou a Irlanda do Norte em partida de grande atuação de Just Fontaine, que marcou dois dos quatro gols da vitória dos Bleus. Helmut Rahn marcou o único gol da partida entre alemães e iugoslavos, colocando os germânicos nas semis. Os donos da casa bateram os soviéticos por 2 tentos a 0.

Nas semifinais a Suécia continuou sua escalada ao derrotar a Alemanha Ocidental por 3 a 1 num jogo conturbado, onde os megafones do estádio engrossavam o coro da torcida. Provocações aprendidas pelos suecos no futebol italiano fizeram com que o alemão Erich Juskowiak fizesse uma falta violenta e fosse expulso. O capitão alemão Fritz Walter sofreu uma contusão que encerraria sua carreira após uma falta, e como substituições só puderam ser feitas após a Copa de 1970, o time alemão ficou com dois jogadores a menos.

Na outra partida, um grande duelo. A melhor defesa (Brasil) contra o melhor ataque (França). O Brasil faz uma exibição brilhante, com Pelé, Garrincha e Didi em um grande dia. Ainda que os franceses tivessem saído na frente, grandes atuações do time brasileiro se refletiram no resultado: 5 a 2 Brasil. A França arrasa a Alemanha pelo terceiro lugar em um 6 a 3 histórico com quatro gols de Just Fontaine. Fontaine terminou a Copa com 13 gols e é até hoje o artilheiro com maior número de gols dentro de uma única Copa do Mundo.

Final:

A final seria disputada no Estádio Råsunda entre Brasil e Suécia em frente a um público de 50.000. O Brasil perde o sorteio e joga de azul, ambos os times tinham o uniforme nº 1 em amarelo. "Nós vamos vencer, vamos jogar com a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida" disse o dirigente da delegação brasileira Paulo Machado de Carvalho. Nem o gol sueco que inaugurou o placar abalou a equipe. Didi, o príncipe etíope, certamente uma das peças mais importantes do time brasileiro, pegou a bola e foi calmamente andando com ela debaixo dos braços, lembrando a todos que o Botafogo tinha dado uma goleada na Suécia e não ia ser a seleção brasileira que ia perder deles. Resultado: uma partida excepcional que, mesmo com a derrota por 5 a 2 em casa, foi aplaudida de pé pela torcida sueca, ao saudar como campeões do mundo Pelé, Vavá, Zito, Mazzolla, Garrincha, Didi, Gilmar, Zagallo, entre outros. Assim o Brasil sagrava-se pela primeira vez campeão mundial de futebol.

Foto recuperada e colorida por computador da seleção BRASILEIRA campeã do mundo.


1º BRASIL

2º Suécia

3º França

Histórias das Copas - 1954 - Suiça

Suiça 1954





A Copa do Mundo FIFA de 1954, a quinta edição do certame, foi sediada na Suíça de 16 de junho até 4 de julho. Era o ano do 50º aniversário da FIFA, portanto era apropriado que a competição máxima do futebol fosse jogada no país de seu órgão maior, e a Suíça foi escolhida como anfitriã em julho de 1946. O torneio foi vencido pela Alemanha Ocidental ao bater a Hungria na final por 3 a 2 sacramentando assim o primeiro título aos germânicos.


A competição:

Pela primeira vez uma Copa teve cobertura pela televisão, e moedas comemorativas foram cunhadas por causa do evento. A partir dessa Copa, o Brasil passsou a usar o uniforme com a camisa amarela e o calção azul. Depois da derrota no Mundial de 1950, o uniforme antigo (camisa branca e calção azul usado desde 1919) foi considerado uma das fontes de azar. Em 1953, o professor e jornalista gaúcho Aldyr Garcia Schlee venceu outros treze candidatos no concurso para escolha do novo uniforme. Como vencedor recebeu uma cadeira cativa no Maracanã, um estágio como desenhista no extinto jornal Correio da Manhã e uma soma em dinheiro.

Foi um mundial dominado amplamente pela fantástica equipe húngara, campeã olímpica de 52, composta de super craques como Ferenc Puskás, Nándor Hidegkuti, József Zakariás, Sándor Kocsis, Zoltán Czibor, dentre outros. Mas existiam outras seleções fortes como o Uruguai bicampeão mundial, o Brasil (que tentava se recompor de 50 com Didi e Julinho Botelho), a Alemanha Ocidental (com Fritz Walter e Helmut Rahn).

A Copa de 54 foi disputada na Suíça e foi a primeira em solo europeu depois da 2ª Guerra. A escolha da sede levou em conta justamente a neutralidade da Suíça durante o conflito. Apesar do sucesso do certame cabe uma crítica à fórmula da copa, bastante confusa. Cada grupo tinha dois cabeças de chave que não se enfrentavam, assim como as duas equipes restantes que não se enfrentavam. Assim ao invés de 3 jogos cada, no sistema todos contra todos, relizaram-se apenas 2 jogos por equipe. Os cabeças de chave foram baseados nos rankings da FIFA à época e eram os seguintes:

Grupo 1: Brasil e França
Grupo 2: Hungria e Turquia
Grupo 3: Áustria e Uruguai
Grupo 4: Inglaterra e Itália


Banner Oficial da copa na suiça.

Primeira fase:

A Hungria, pelo Grupo B, aplicou na 1ª fase duas goleadas históricas,uma sobre a fraca Coréia do Sul por 9 a 0 e a outra sobre nada mais, nada menos do que a Alemanha Ocidental, 8 a 3. Turquia e Alemanha Ocidental então tiveram que jogar o desempate pois terminaram empatados em pontos. A partida foi vencida pelos alemães com facilidade. O técnico Sepp Herberger colocou o time reserva em campo contra os húngaros, pois assim absorveria melhor uma mais que provável derrota e pouparia seus comandados.

Pelo Grupo A, o do Brasil, ocorreu um episódio bastante curioso. Brasil e Iugoslávia venceram seus primeiros compromissos (Brasil 5 a 0 contra México e Iugoslávia pela contagem simples sobre a França) e o empate garantia ambos na fase seguinte. Acontece que os jogadores do Brasil não conheciam o tal regulamento e atacavam insistentemente a meta iugoslava, com os jogadores eslavos fazendo gestos aos brasileiros pelo empate que beneficiaria os dois. Ao final do jogo alguns brasileiros choravam e apenas posteriormente a situação foi esclarecida. Tanto brasileiros como iugoslavos se classificaram à fase seguinte.

No grupo C, Áustria e Uruguai classificaram-se sem problemas. A Celeste Olímpica ganhou da Tchecoslováquia por 2 a 0 e da Escócia por 7 a 0.uma curiosidade é que ,insatisfeito com as intromissões da comissão técnica no seu trabalho, o técnico da Escócia Andy Beattie pediu demissão logo após a derrota para a Áustria. A Áustria também passa fácil com 1 a 0 na Escócia e 5 a 0 na Tchecoslováquia. No Grupo D, o English Team tenta se refazer do desastre de 50, sua estréia em copas. Empata em um jogo espetacular com a Bélgica por 4 a 4 e ganha da Suíça por 2 a 0. Suíça e Itália duelariam duas vezes no grupo. Na primeira partida os helvéticos venceriam por 2 a 1 num jogo muito conturbado e de uma arbitragem bastante controversa do brasileiro Mario Vianna. As equipes se enfrentariam novamente, e no jogo desempate a Suíça vence por 4 a 1. Chega as Quartas de Final.


Fase final:

O Brasil foi a vítima magiar nas Quartas. Uma verdadeira batalha campal em Berna e Hungria vence por 4 a 2. Áustria e Suíça fazem o jogo com maior número de gols da história dos mundiais: Áustria 7 x 5 Suíça. A Alemanha Ocidental vence a Iugoslávia por 2 a 0 e o Uruguai atropela a Inglaterra por 4 a 2.

Numa das semifinais tivemos a Áustria encarando a equipe da República Federal da Alemanha, uma das três nações alemãs da época. O time da RFA se classificou batendo os alemães da região do Sarre, ocupado pela França, enquanto a Alemanha Oriental não se inscreveu para a Copa. Com a final em jogo, a equipe alemã bateu a austríaca por 6 a 1. Destaque para os irmãos Fritz e Ottmar Walter, que, com passes rápidos, levaram sempre perigo ao gol austríaco.

Na outra semifinal, tivemos um dos mais interessantes jogos do torneio, onde a Hungria liderava sobre o Uruguai ao final do primeiro tempo por 1 a 0. Mas ao final dos noventa minutos o placar apontava 2 a 2, levando a partida a prorrogação. A igualdade foi quebrada por Sándor Kocsis, que marcaria dois gols no tempo extra e assim levando a Hungria a final, derrotando um time que jamais havia perdido um jogo de Copa do Mundo. O Uruguai sofreria sua segunda derrota ao ceder o terceiro lugar aos austríacos por 1x0.


Final: "O Milagre de Berna"

O Wankdorf Stadium em Berna recebeu 60.000 pessoas se espremerem para acompanhar a partida final entre Alemanha Ocidental e Hungria, uma repetição do jogo da primeira fase. Nesta fase, a Hungria venceu os reservas alemães por 8 a 3. O Time Dourado dos húngaros era o favorito, pois vinha de 32 partidas invicto, porém vinha de duas partidas duras. Começou a chover no dia do jogo - na Alemanha isso é chamado de "Fritz-Walter-Wetter" (tempo de Fritz Walter) pois dizia-se o capitão da equipe alemã Fritz Walter jogava seu melhor futebol na chuva. Adi Dassler, proprietário da Adidas e fornecedor de material esportivo para a seleção alemã, forneceu chuteiras com cravos intercambiáveis, que melhor se adaptariam ao campo molhado.

Na final se viu Ferenc Puskás atuando mesmo não estando em sua melhor forma. Ainda assim ele colocou seu time à frente do placar em apenas 6 minutos de jogo, e com Zoltán Czibor fazendo outro tento dois minutos depois parecia que os favoritos realmente levariam o título. Porém, com um rápido gol de Max Morlock no décimo minuto, e Helmut Rahn empatando aos 19, a maré começou a virar.

No segundo tempo a Hungria desperdiçou diversas chances. Mas, nervosos não conseguiram nada. Os alemães praticamente "cozinharam" o jogo a seu favor, e acabariam premiados. A meros seis minutos do final da partida, o popular narrador do rádio alemão Herbert Zimmermann fez sua mais memorável declaração ao dizer: "Rahn deveria chutar do meio da rua" (em alemão: "aus dem Hintergrund müsste Rahn schießen"), e assim foi. O segundo gol de Rahn, que chutou da meia-lua da área, após a zaga húngara afastar mal a bola, deu a liderança da partida aos alemães. Depois, Puskás ainda teve um gol impedido.

Aos alemães foi entregue a Taça Jules Rimet e o título de vencedores da Copa do Mundo com a torcida cantando junto o hino nacional alemão. Na Alemanha, esta partida é conhecida como o Milagre de Berna. Um filme baseado na história foi lançado em 2003. Para os húngaros, a derrota foi um desastre.

Os 11 gols marcados por Kocsis não apenas o garantiram a artilharia desta Copa, mas o tornou o recordista como artilheiro em uma Copa, superando Ademir de Menezes que havia marcado 9 tentos na Copa anterior. A marca de Kocsis viria a ser quebrada na Copa seguinte por Just Fontaine e seus 13 gols.


Sedes:

Cidades-sedes da Copa do Mundo de 1954.Seis cidades sediaram o torneio:

Basiléia, St. Jakob-Park
Berna, Wankdorf Stadion
Genebra, Charmilles Stadion
Lausanne, Olympique de la Pontaise
Lugano, Estádio de Cornaredo
Zurique, Hardturm


Seleção Da Alemanha Ocidental Campeã Do Mundo


1º Alemanha Ocidental

2º Hungria

3º Áustria

Fonte de pesquisa: Wikipédia e Arquivo Pessoal.
Fotos: Google

terça-feira, 25 de maio de 2010

Histórias Das Copas - 1950 - BRASIL

BRASIL 1950



Durante a década de 1940 não se teve a realização das Copas previstas. A tragédia da Segunda Guerra Mundial mobilizou o mundo para o esforço de guerra e impediu a realização dos certames. A FIFA, entretanto, permaneceu mobilizada e tão logo quanto foi possível tratou de marcar a disputa da IV Copa em um país fora do continente europeu, ainda em reconstrução. A Copa do Mundo de 1950 contou com a participação de 13 países. Trinta e três participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreria no Brasil.

Para a ocasião, foi construído o Estádio Municipal do Rio de Janeiro, o Maracanã. O Brasil organizou um mundial que só foi superado décadas depois. O Brasil de Zizinho, Barbosa, Bauer e Ademir (que foi artilheiro da Copa) foi brilhante, mas perdeu na final para o Uruguai.


Por Trás das Cortinas:

Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo disputada desde 1938; as Copas do Mundo de 1942 e 1946 foram canceladas. Após a guerra, a FIFA desejava ressuscitar a competição assim que possível, e começaram a planejar a próxima copa. No pós-guerra, a maior parte do continente europeu estava em ruínas. Como resultado, a FIFA teve algumas dificuldades em encontrar algum país interessado em sediar o evento, uma vez que muitos governos acreditavam que o cenário mundial não favorecia uma celebração esportiva, e também era mais importante que os recursos que seriam investidos na Copa do Mundo não fossem extraídos de outras fontes mais urgentes. Por algum tempo, a Copa do Mundo estava em risco de não ser realizada por causa de uma falta de interesse da comunidade internacional, até que o Brasil apresentou uma proposta ao Congresso da FIFA de 1946, se oferecendo a sediar o evento, contanto que o torneio fosse realizado em 1950 (estava originalmente planejado para 1949). Brasil e Alemanha eram os principais candidatos à cancelada Copa do Mundo de 1942; uma vez que tanto os torneios de 1934 e 1938 foram sediados na Europa, historiadores do futebol geralmente concordam que o evento de 1942 provavelmente seria sediado por um país sul-americano. A nova proposta brasileira era muito semelhante a de 1942 e foi rapidamente aceita. Brasil melhor de todos.

Banner Oficial da Copa no Brasil.


Locais:

Seis cidades sediaram o torneio:

Belo Horizonte, Estádio Raimundo Sampaio (Independência)
Curitiba, Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema)
Porto Alegre, Estádio dos Eucaliptos
Recife, Estádio Adelmar da Costa Carvalho (Estádio da Ilha do Retiro)
Rio de Janeiro, Estádio Jornalista Mário Filho (Estádio do Maracanã)
São Paulo, Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Estádio do Pacaembu)


A competição:

Na 1ª fase, o Brasil venceu por 4 a 0 o México, empatou em 2 a 2 com a Suíça (neste jogo o Brasil atuou com jogadores paulistas, pois o jogo foi no Pacaembu o único fora do Maracanã, desfigurando a seleção) e venceu a Iugoslávia por 2 a 0.

Uma das grandes decepções foi a Inglaterra, que perdeu por 1 a 0 para os Estados Unidos, numa das maiores zebras de todos os tempos. No seu grupo a classificada foi a Espanha, "a fúria", que venceu a Inglaterra por 1 a 0, o Chile por 2 a 0 e os EUA por 3 a 1. O Uruguai só enfrentou a Bolívia em Recife e goleou 8 a 0. A Itália, bicampeã mundial, também caiu na 1ª fase, mas o time não era nem sombra de antes devido ao trágico acidente aéreo que vitimou o time inteiro do Torino, base da Squadra Azurra. Os classificados foram os suecos, que ganharam da Itália por 3 a 2 e empataram com o Paraguai em 2 x 2, garantindo passagem para a fase seguinte. Na final, um quadrangular inédito e único em copas: Brasil, Suécia, Espanha e Uruguai.

Brasil 7 a 1 na Suécia e Brasil 6 a 1 na Espanha garantiram ao Brasil uma boa vantagem frente ao Uruguai. Em 16 de julho diante de um público de 199.954 pessoas (alguns estimam cerca de 205 000 espectadores) no Maracanã, o Brasil precisava apenas empatar com o Uruguai e o troféu seria dos donos da casa. Após vitórias esmagadoras contra Espanha e Suécia, parecia certo que os brasileiros fossem ganhar o título, especialmente quando Friaça abriu o placar aos dois minutos do segundo tempo. Porém o Uruguai empatou com Juan Alberto Schiaffino e, com 11 minutos faltando para o final da partida, virou o jogo com um gol de Alcides Ghiggia, tornando-se campeões mundiais pela segunda vez.


O Maracanaço:

O jogo final é conhecido como maracanaço, derivada uma expressão latina usada pelos adversários para provocar os brasileiros.

O silêncio tomou conta do Maracanã às 16 horas e 50 minutos do dia 16 de julho. O Brasil precisava de um empate. Saiu ganhando e perdeu por 2 a 1. Desolados, os quase 200 mil torcedores demoraram mais de meia hora para deixar o estádio. O time brasileiro fez trinta lances a gol (dezessete no primeiro tempo e treze no segundo). Os jogadores cometeram quase o dobro de faltas, um total de 21, contra apenas onze do Uruguai.

O presidente da FIFA, Jules Rimet, conta um caso curioso no seu livro La historie merveilleuse de la Cope du Monde:"Ao término do jogo, eu deveria entregar a Copa ao capitão do time vencedor. Uma vistosa guarda de honra se formaria desde a entrada do campo até o centro do gramado, onde estaria me esperando, alinhada, a equipe vencedora (naturalmente, a do Brasil). Depois que o público houvesse cantado o hino nacional, eu teria procedido a solene entrega do troféu. Faltando poucos minutos para terminar a partida (estava 1 a 1 e ao Brasil bastava apenas o empate), deixei meu lugar na tribuna de honra e, já preparando os microfones, me dirigi aos vestiários, ensurdecido com a gritaria da multidão".

Aconselhado a descer devagar a escada até o vestiário, Jules Rimet ia acompanhado por delegados da FIFA, dirigentes brasileiros e guardas armados com a missão de proteger a taça de ouro.

"Eu seguia pelo túnel, em direção ao campo. A saída do túnel, um silêncio desolador havia tomado o lugar de todo aquele júbilo. Não havia guarda de honra, nem hino nacional, nem entrega solene. Achei-me sozinho, no meio da multidão, empurrado para todos os lados, com a Copa debaixo do braço"

Jules Rimet não conseguiu entregar a taça e decidiu se retirar. Mas logo depois voltou e Obdulio Varela recebeu a taça. Rimet disse: "Estou feliz pela vitória que vocês acabam de conquistar. Cheia de mérito, sobretudo por ter sido inesperada. Com minhas felicitações".

Na tentativa de encontrar um culpado para a derrota do Brasil, os supersticiosos de plantão culparam a troca do local de concentração na véspera da final. O Brasil trocou a concentração de Joá pelo estádio do Vasco da Gama em São Januário.

Outros culpam Flávio Costa pelas 2 horas de missa na manhã do jogo impostas pelo treinador aos jogadores, que rezaram de pé.

Foto da seleção Uruguaia Bi-Campeã do mundo.

1º Uruguai

Brasil

3º Suécia


Curiosidades:

Brasil 7 x 1 Suécia e Brasil 6 x 1 Espanha foram as duas maiores goleadas da seleção em Copas.

O iugoslavo Rajko Mitić bateu a cabeça em uma viga do vestiário minutos antes do jogo contra o Brasil. O atacante foi obrigado a entrar em campo com atraso. Azar da Iugoslávia. Enquanto Mitić ainda estava no vestiário para receber seu curativo, o Brasil fez 1 x 0.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Jules Rimet transferiu a sede da Fifa de Paris para Zurique como forma de evitar a influência nazista. Falava-se que havia um plano de Hitler para levar a entidade a Berlim.

Várias seleções desistiram de participar da Copa, como França, Turquia, Portugal, Escócia e até Índia e Birmânia. Em geral, os países se sentiram desencorajados pelo custo da viagem até o Brasil. Mas o caso da Escócia foi raro. Superados pelos ingleses nas Eliminatórias, os escoceses achavam que não havia motivos para disputar um torneio no qual participaria a Inglaterra.

Com a não-participação da França, Bélgica e Romênia, que haviam participado de todas as Copas anteriores, o Brasil se tornou o único país do mundo a enviar sua seleção a todas as edições do Mundial, marca que dura até os dias atuais.

A vitória da seleção amadora dos Estados Unidos sobre a Inglaterra é considerada a maior zebra da história das Copas. Inventores do esporte, os ingleses participavam pela primeira vez de um Mundial e chegaram ao Brasil como favoritos ao título. Enquanto isso, os norte-americanos tinham uma equipe amadora, formada por imigrantes. O autor do gol foi Gaetjens, nascido no Haiti. Em 2005, foi lançado um filme sobre a partida, Duelo de Campeões.

Enquanto o Brasil goleava a Espanha, o público cantava a marchinha "Touradas de Madri", composta por João de Barro, o Braguinha, em 1938.

Enquanto jogavam Brasil e Espanha no Maracanã, no Pacaembu em São Paulo, jogavam Suécia e Uruguai. O empate em 2-2 daria por antecipação o título ao Brasil, já que este goleava a Espanha por 6-1. Mas aos 40 minutos do segundo tempo (85' no tempo corrido), Ghiggia fez o gol que deu a vitória ao Uruguai, e tirando o título por antecipação do Brasil.

Curiosamente, o gol que Ghiggia marcou contra a Suécia foi originada de uma jogada na direita, onde ele ganhou na corrida do lateral-esquerdo sueco, chutando na saída do goleiro. De um jeito semelhante, ele fez o gol do título na final contra o Brasil no Maracanã, quatro dias depois.

Cerca de 200 mil pessoas (cerca de 10% da população carioca na época) foram ao Maracanã para ver a decisão contra o Uruguai. Seria o maior público da história do futebol se não houvesse "apenas" 173.850 pagantes. Com isso, Brasil x Paraguai das Eliminatórias para a Copa de 1970, com 183.341, é o maior público oficial do futebol.
Jornais da época dizem que a torcida, após a virada uruguaia, continuou incentivando a seleção brasileira, o que vai contra a lenda de que o Maracanã se silenciou nos minutos finais.

A Itália tentou defender seu título com uma equipe fraca devido ao desastre de Superga, acidente aéreo que matou todo o time do Torino (base da Azzurra) em 1949.

Existe uma lenda no Maracanã que, devido a quantidade de pessoas na final (200.000 presentes), as pessoas tinham que ficar em pé e de lado para que coubesse todos no estádio.

Fontes de pesquisa: Wikepédia e DVD Fifa Fever. Imagens Google.